sábado, 31 de outubro de 2015
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A terapia é a busca desse nome esquecido. E, quando ele é lembrado e é pronunciado com toda a paixão do corpo e da alma, a esse ato se dá o nome de poesia. A esse ato se pode dar também o nome de oração.
Por detrás da nossa tagarelice (falamos muito e escutamos pouco) está escondido o desejo de orar. Muitas palavras são ditas porque ainda não encontramos a única palavra que importa. Eu gostaria de demostrar isso - e a demostração começa com um passeio. Para começar, abra bem os olhos! Veja como este mundo é luminoso e belo! Tão bonito que Nietzsche até mesmo lhe compôs um poema."
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades…
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
“- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você…”.
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.”
E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
“- Tenho que ir”, ele dizia.
“- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar….”.
“- Eu também terei saudades”, dizia o pássaro. “– Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada.
“- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz”.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“- Ah! Menina… Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias…”.
Sem a saudade, o amor irá embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram- se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não mais aguentou.
Abriu a porta da gaiola.
“- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
“- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar…”
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
“- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo…”.
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos…
“- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
– Quem sabe ele voltará amanhã….
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Texto de Rubem Alves.
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Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades…
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
“- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você…”.
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.”
E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
“- Tenho que ir”, ele dizia.
“- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar….”.
“- Eu também terei saudades”, dizia o pássaro. “– Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada.
“- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz”.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“- Ah! Menina… Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias…”.
Sem a saudade, o amor irá embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram- se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não mais aguentou.
Abriu a porta da gaiola.
“- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
“- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar…”
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
“- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo…”.
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos…
“- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
– Quem sabe ele voltará amanhã….
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Texto de Rubem Alves.
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Desisti. Não, não foi dos sonhos. Também não foi da busca, da determinação, da vontade de seguir sempre.
Desisti das esperas inúteis. De acreditar em promessas feitas no rompante da emoção. De permitir acelerar o coração por vultos de contradição.
Desisti sim das memórias doloridas, afirmando belas mentiras que o presente negou. Dos apegos exagerados que confundem a alma.
Da mesma noitada. Do mesmo drink. Mesma mesa. Mesmo porre. Mesmo dilema. Mesma calçada. Mesma lamúria. Mesma ressaca.
Dos afetos ensaiados. De ser protagonista sem par.
Da tempestade da chegada que acomodada, vira chuva fina que não refresca o calor.
Desisti foi da intelectualidade confusa que não traduz o essencial.
Desisti foi da noite sem café, sem conversas, sem gole, sem gargalhadas, sem apetites afetivos, sem gorjetas amorosas.
Desisti foi da polidez das palavras, que deixou a verdade escondida.
Desisti da frouxa decisão.
Desisti de ouvir as afirmações orgulhosas de quem acha que tudo sabe.
Desisti foi de não encarar o que sentenciava minhas intuições.
Desisti da teimosia pelo caminho mais curto e também mais perigoso.
Desisti de acalentar as fantasias, que, se regadas, cresce e toma o lugar da sobriedade. De enlouquecer os sentidos, tentando decifrar os repetidos silêncios de quem tem muito a falar.
Desisti de tentar entender a insistência da saudade, a fragilidade do coração que iludido, se expande, dilata, quebra e aos cacos se refaz para tempos depois repetir o mesmo trajeto.
Desisti sim, mas foi da covardia que cisma em trazer o enganoso conforto para justificar a incapacidade de enfrentar, recomeçar, experimentar, mudar, resistir.
Não desisti de lamber o dedo e virar a página para viver a vida.
Por Ita Portugal
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
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Você já parou para pensar que em determinados momentos pensamos que as portas se fecharam para nós, sem nos questionar se essa é a porta que Deus quer que adentramos? Muitas vezes estamos tentando abrir a porta errada e nessa insistente tentativa acabamos nos cansando, nos machucando e nos frustrando. Mas não se aflija, Deus tem planos maravilhosos para aqueles que o amam. Ele, com o maior amor do mundo, está preparando a porta certa para cada um de nós e no tempo certo ela se abrirá e veremos que os sonhos de Deus sempre alcançam os que esperam e confiam Nele.
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Anjos cantem mais alto pra minha alma escutar, ela veio do Céu e de saudade quer voltar. Quer voar.
__Marcela Taís
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
"Não te preocupes, as coisas vão se encaixar no tempo certo.
As coisas vão acontecer e vão fazer sentido.
Deixa de pressa que o tempo brinca com a gente.
Seja leve.
Siga leve. ...
Coloca um pouco mais de calma, um pouco mais de alma.
Não desanima, não.
Guarda teus sonhos, acredita neles.
Não perde o que te mantem de pé.
Não perde a fé, que um dia as coisas vão acontecer.
As coisas boas vão brotar, basta que tu cultives."
_______________________
Monalisa Macêdo
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Essa força estranha e gigante que nos faz seguir, que nos faz ficar de pé, que nos faz esperar o próximo sorriso, a próxima lágrima, a próxima alegria. Essa força estranha que me move, me impulsiona o passo, o ritmo, que me compassa e me faz voar. A essa força dou o nome de fé. Ela me sustenta de olhos fechados e me faz acreditar que o impossível é possível. E assim, sigo com firmeza nos passos, com brilho nos olhos e esperança na alma. Sigo com crença na vida, com leveza nos sonhos e amor nas horas.
Ana Nunes
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"As pessoas não precisam ser salvas ou resgatadas. Elas precisam do conhecimento de seu próprio poder e de como acessá-lo."
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
"Não é à toa que a palavra calma tem uma alma dentro dela. Toda alma inteira precisa de uma paz verdadeira para permanecer tranquila. Não é à toa que a palavra coração tem uma oração dentro dela. Tudo que nos toca fundo deve ser respeitado como uma religião e sentido com fé, como uma reza pura. Não é à toa que o verbo amar tem um mar inteiro dentro dele. Somente na calmaria no coração, que nossa oração se agiganta na alma e nos leva e traz no trajeto horizonte-areia, renovando nossas crenças. E se, por fim entendermos que as coisas mais sagradas são as que trazem nossa natureza interior para perto, temos metade do caminho sonhado, fazemos de qualquer marquise em dia de chuva, um teto perfeito, quase um ninho. E não é à toa, que, quando a semente é boa, Deus ajuda a regar quietinho."
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domingo, 25 de outubro de 2015
- Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe:
- Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que... tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
- Seis pares de mãos Senhor? - Parece impossível !?!
Mas o problema não é esse - falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
- E tem isso no modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:
- Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: - "Eu te compreendo e te amo! - sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta-lhe:
- Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
- Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho...
O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
- É muito delicada Senhor!
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
- Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
O anjo, analisando melhor a criação, observa:
- Há um vazamento ali Senhor...
- Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
- Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.
- Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Lá está um divino homem,
velho, novo, feiticeiro, guerreiro
curandeiro.
Andando vagarosamente...
contra corrente em multidão.
Ouve tudo,
vê tudo
e nada fala.
Não precisa
Ele se chama "Senhor da Terra"
Ele é o próprio chão.
No silêncio encontrou sua forma
de descompassar nossos enganos
nossos tormentos mundanos.
Este conhece o sofrimento
a dor, a felicidade e o amor.
E quando nossas cabeças
em gritos estão
todos os tique-taques se vão
Ele está ali, zangado
não gosta que gritem, que urrem
que se desesperem sem motivos em seu lar.
Este que viu de tudo e conhece os corações
sabe que escândalo nenhum
fará uma flor desabrochar
um fruto germinar
o nascer de um novo dia raiar,
os clamores do mundo realizar.
Pede silêncio
que observemos
Ele com calma passar
a vida doente se acalmar
e a cura, tão esperada
tão desejada,
sem pressa
sem espetáculos
sem alardes
chegar.
Atotô!
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domingo, 18 de outubro de 2015
Orações Do Padre Marcelo Rossi
Vinde, Espírito Santo, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso amor (Ágape) e o Vosso poder.
Arrancai as raízes mas profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim....
Lavai no precioso Sangue de Jesus e anuquilai definitivamente toda ansiedade que trago em mim, toda amargura, angústia, sofrimento interior, desgaste emocional, infelicidade, tristeza, ira, desespero, inveja, ódio e vingança, sentimento de culpa e de auto-acusação, desejo de morte e de fuga de mim mesmo, toda opressão do maligno na minha alma, no meu corpo e toda insídia que ele coloca em minha mente.
Ó bendito Espírito Santo, queimai com Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e impede de ser feliz.
Destruí em mim todas as consequências dos meus pecados e dos pecados dos meus ancestrais, que se manifestaram em minhas atitudes, decisões, temperamento, palavras e vícios.
Libertai, Senhor, toda a minha descendência da herança de pecado e rebelião às coisas de Deus que eu prórpio lhe transmiti.
Vinde, Senhor Espírito Santo! Vinde, em nome de Jesus!
Lavai-me no Sangue precioso de Jesus, purificai todo meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destruí todas as barreiras de ressentimento, mágoa, rancor, egoísmo, maldade, orgulho, soberba, intolerância, preconceitos e incredulidade que existe em mim.
E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, libertai-me, Senhor! Curai-me, Senhor! Tende piedade de mim Senhor!
Vinde, Santo Espírito! Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso Amor ( Ágape ), alegria, paz e plenitude.
Creio que estais fazendo isto em mim agora e assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu Salvador.
Glórias a Vós, meu Deus!
Bendito sejais, para sempre!
Louvado sejais, ó meu Deus!
Em nome de Jesus e por Maria nossa Mãe. Amém e Amém!
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Ja senti na pele o ódio e o descaso de alguns, mas também ja senti fortemente o cuidado e a proteção de Deus sobre a minha vida, ja pude contemplar os livramentos que Ele me dava e também ja saborei a justiça dEle em cada injustiça que eu sofria. Eu não temo mais a maldade, eu não engulo o ódio e nem faço cama para a mágoa dentro de mim, aprendi com Deus que devemos tolerar a fraqueza das pessoas embora seja super difícil ter que passar por cima de certas atitudes, de certas ...criancices, de certos mimimi, ou de certas acusações indiretamente pronunciadas por corações que desconhecem a gentileza do amor. A gente cresce é pela inconstância das pessoas, pelo que conhecemos delas através do que fazem contra nós ou a nosso favor, e eu acredito que tenho crescido muito e tenho tomado certas decisões que nunca pensei que iriam me fazer tão bem. Se conselho fosse bom não seria de graça, ok, eu sei disto, mas me arrisco a te dar um: Não se deixe esmorecer por nada que vem contra você, não dê ouvidos a estas informações venenosas que chegam a seus ouvidos, não dê créditos a quem desconhece a sua história, a quem vive tentando te alfinetar, a quem não sabe metade da sua vida pra te julgar ou acusar , não se envolva com este povinho desinformado e mal amado, mas se coloque de pé em cada queda, e se mantenha forte em cada batalha. Eu nunca vi um(a) Filho(a) de Deus perder, mas eu já vi muita gente maldosa sofrer.
Cecilia Sfalsin
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"E quando no meu caminho os desvios são maiores do que os acertos a minha prece é que seja restabelecida a minha fé, para que meus planos não sejam frustados e que meu valor não seja perdido.
Prefiro sempre acreditar que tudo no final vai dar certo -, porque é bem mais reconfortante acreditar. Seguir às vezes já é tão árduo que chorar nem sempre limpa os pesos, recomeçar é a única saída.
Nunca sabemos quanto tempo temos, mas deixar o coração falar é sempre melhor do que a razão, porque agir com emoção não é pecado é ser sensível, é ser humano, é ser consciente que a divindade que há no céu também habita em nós."
( Vitor Ávila)
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Acredita, credita.
Acreditar mesmo que a força não está
quando se cai, mas quando se levanta.
As vezes, sempre as vezes precisamos
apenas despertar a esperança que vive ...
adormecida em nós.
Despertar nosso valor.
Arriscar não ter medo do medo.
Ouvir o coração e responder com aquela força,
aquela que nos move, aquela em Deus, aquela
do amor por nós mesmo."
(Rosa De Saron Moraes)
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terça-feira, 13 de outubro de 2015
vou plantar uma árvore,será o meu gesto de esperança,copa grande,sombra amiga,galhos fortes,crianças no balanço e muitos frutos carnudos,passarinhos em revoada.
mas o mais importante de tudo,ela terá que crescer devagar,muito devagar,tão devagar...que a sua sombra eu nunca me assentarei,eu a amarei pelos sonhos que ela abriga...e vou dize-los como poemas,enquanto minhas mãos revolverem a terra : desejarei que haja pão para todos,imaginarei que os grandes pararão seu trabalho...para fazer lugar para os brinquedos das crianças...escolhi este gesto porque as árvores são coisas mansas e tranquilas,diferente das armas dos homens de guerra e dos números dos homens de lucro,as árvores celebram a vida e com elas se inicia um futuro,plantarei uma árvore.contarei minha esperança...
Rubens Alves.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
ouvia de todos os cantos
que um dia meu encanto sumiria
e eu deveria assumir a maior idade.
Que era melhor começar a ser adulto...
encarar o mundo com menos inocência
e mais responsabilidade.
os adultos são heróis
e eu, ouvia o discurso todo
com admiração e esperança
imaginando minha vez
de falar com aquela voz.
"NÃO!"
gritou dentro de mim
A voz delicada, faceira, agitada
minha parceira de jornada.
"Você precisa ser criança sim!"
O mundo já era frio demais
pra que eu seja mais um incapaz
de trazer alegria e paz
àqueles que esperam só um sorriso
em mais um dia ruim.
E hoje fico pensando
Será que aquela criança que eu era
há tantos anos atrás
hoje se orgulharia do que sou
nada parecida com o que ela queria, enfim?
Aposto que não.
(ainda bem)
E só sei disso
porque não a destruí
ela ainda está aqui
Orixá cuidou
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domingo, 11 de outubro de 2015
"A gente cresce pela inconstância das pessoas, pelos vacilos que
elas dão com a gente, pelas vezes que nos entristecem, pelas ausências, pelos abandonos nas horas mais precisas, pelas discordâncias vez ou outra que nos encabulam, pelos temperamentos, pelas decepções, e por diversos motivos que nos fazem entender, que a melhor pessoa pra cuidar da gente e
não nos ferir além de Deus, é a gente mesmo."...
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
A dor da separação - quando o amor acaba.
Quem nunca se separou, talvez não compreenda o que vou dizer.Separar-se é um ato de coragem. Ninguém casa pensando em se separar, mas muita gente que se separa pensará duas vezes antes de casar de novo por medo de enfrentar outra vez a dor de uma separação. Chegamos ao mundo e nosso primeiro grande ato de vida, o nascimento, é marcado pelo choque da separação. Partimos da vida embalados pela mesma força de ruptura.
Não quero falar aqui do que vem depois da separação, nem do quanto ela é necessária para que possamos continuar vivendo. Separa-se assim como na hora do parto é, muitas vezes, o movimento necessário para que possamos encontrar um novo fôlego de vida. Muitos dos que não ousam, secam, perecem em vidas estéreis e mornas, um tipo de morte em vida.A separação, em alguns casos,pode ser até um alívio, mas nem por isso é menos dolorosa. Mas hoje não vou falar de alívio ou do que vem depois, de todos os benefícios da mudança, da necessidade de deixar o que já não pulsa para trás. Hoje não vou dizer que tudo passa, na certeza que tenho que sim, cedo ou tarde tudo passa. Hoje quero falar da ruptura, do despedaçamento que antecede o 'começar de novo'.
Separa-se é a reestruturação completa da imagem que fazemos de nós mesmo, é a construção de uma nova identidade a partir dos estilhaços deixados pela casa vazia após a partida do outro. É cortar a própria carne e reaprender a viver. Abandonar o conhecido, seguro, habitual, trilhar novos caminhos. É pensar a si mesmo no mundo através de uma nova perspetiva.
Separação é a perda de referências, mudança de rota, de rumo de vida. É abrir mão do conforto das certezas, de tudo o que foi planejado. Separar-se é reescrever o roteiro,mudar de rotina, fazer novos caminhos. É esvaziar o carrinho do supermercado e não levar pra casa mais os produtos que antes o outro gostava, é perceber comida sobrando, diminuir a quantidade. É frequentar outros lugares, novos lugares para não esbarrar em lembranças. Abrir mão de amigos de casal, é deixar de ser casal e descobrir quantos amigos de verdade você tem afinal. É perceber que depois do fim, mesmo com a cama vazia, você ainda dorme no lado de sempre. É esvaziar o guarda roupa e descobrir que o vazio é de outra ordem.
Separa-se é suportar ser desamado, esquecido, deixado para trás. É perder o lugar de referência, deixar de fazer parte da família do outro.É carregar o peso dos erros tentando transformá-los mais tarde em experiência. É esperar o tempo certo para abrir o baú de lembranças e rever os bons momentos. Separar-se é abandonar a aposta, abrir mão de planos futuros, suportar a morte dos sonhos.
Separação se dá nos detalhes. Reconstrução diária de uma vida deixada para trás. É passar pela experiência da dor e do desamparo para poder realmente começar outra vez. Atravessar a experiência do luto conscientes da dor nos faz mais fortes para seguirmos em frente sem pesos, culpas ou fantasmas demasiados.
Os dias de sol virão certamente, pois assim como o amor é uma experiência transformadora, a separação também o é. Mas diferente do amor, a separação precisa ser atravessada sozinha e por isso se torna tão reveladora de sentido no nosso processo de autoconhecimento. A separação é um enfrentamento pessoal, um confronto diante do espelho, um teste de forças, ato de coragem e honestidade consigo mesmo.Separar-se por mais doloroso que seja, é um gesto de vida, reencontro e descoberta com o que é afinal verdadeiro e essencial em nós.
Andréa Beheregaray.
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A dor da separação - quando o amor acaba.
Quem nunca se separou, talvez não compreenda o que vou dizer.Separar-se é um ato de coragem. Ninguém casa pensando em se separar, mas muita gente que se separa pensará duas vezes antes de casar de novo por medo de enfrentar outra vez a dor de uma separação. Chegamos ao mundo e nosso primeiro grande ato de vida, o nascimento, é marcado pelo choque da separação. Partimos da vida embalados pela mesma força de ruptura.
Não quero falar aqui do que vem depois da separação, nem do quanto ela é necessária para que possamos continuar vivendo. Separa-se assim como na hora do parto é, muitas vezes, o movimento necessário para que possamos encontrar um novo fôlego de vida. Muitos dos que não ousam, secam, perecem em vidas estéreis e mornas, um tipo de morte em vida.A separação, em alguns casos,pode ser até um alívio, mas nem por isso é menos dolorosa. Mas hoje não vou falar de alívio ou do que vem depois, de todos os benefícios da mudança, da necessidade de deixar o que já não pulsa para trás. Hoje não vou dizer que tudo passa, na certeza que tenho que sim, cedo ou tarde tudo passa. Hoje quero falar da ruptura, do despedaçamento que antecede o 'começar de novo'.
Separa-se é a reestruturação completa da imagem que fazemos de nós mesmo, é a construção de uma nova identidade a partir dos estilhaços deixados pela casa vazia após a partida do outro. É cortar a própria carne e reaprender a viver. Abandonar o conhecido, seguro, habitual, trilhar novos caminhos. É pensar a si mesmo no mundo através de uma nova perspetiva.
Separação é a perda de referências, mudança de rota, de rumo de vida. É abrir mão do conforto das certezas, de tudo o que foi planejado. Separar-se é reescrever o roteiro,mudar de rotina, fazer novos caminhos. É esvaziar o carrinho do supermercado e não levar pra casa mais os produtos que antes o outro gostava, é perceber comida sobrando, diminuir a quantidade. É frequentar outros lugares, novos lugares para não esbarrar em lembranças. Abrir mão de amigos de casal, é deixar de ser casal e descobrir quantos amigos de verdade você tem afinal. É perceber que depois do fim, mesmo com a cama vazia, você ainda dorme no lado de sempre. É esvaziar o guarda roupa e descobrir que o vazio é de outra ordem.
Separa-se é suportar ser desamado, esquecido, deixado para trás. É perder o lugar de referência, deixar de fazer parte da família do outro.É carregar o peso dos erros tentando transformá-los mais tarde em experiência. É esperar o tempo certo para abrir o baú de lembranças e rever os bons momentos. Separar-se é abandonar a aposta, abrir mão de planos futuros, suportar a morte dos sonhos.
Separação se dá nos detalhes. Reconstrução diária de uma vida deixada para trás. É passar pela experiência da dor e do desamparo para poder realmente começar outra vez. Atravessar a experiência do luto conscientes da dor nos faz mais fortes para seguirmos em frente sem pesos, culpas ou fantasmas demasiados.
Os dias de sol virão certamente, pois assim como o amor é uma experiência transformadora, a separação também o é. Mas diferente do amor, a separação precisa ser atravessada sozinha e por isso se torna tão reveladora de sentido no nosso processo de autoconhecimento. A separação é um enfrentamento pessoal, um confronto diante do espelho, um teste de forças, ato de coragem e honestidade consigo mesmo.Separar-se por mais doloroso que seja, é um gesto de vida, reencontro e descoberta com o que é afinal verdadeiro e essencial em nós.
Andréa Beheregaray.
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Sobre a culpa e as feridas que causamos.
Ao longo da vida ferimos, magoamos as pessoas, feriamos sem intenção, ferimos sem querer, mas ferimos. São tantos os motivos que nos levam a ferir alguém. Deixamos de amar,de desejar, deixamos de querer o que queríamos antes, mudamos os planos, a rota, o destino, mudamos sem intenção de que isso machuque alguém, mudamos por que somos humanos e mudar é parte de viver. Algumas vezes magoamos as pessoas simplesmente porque não atendemos suas expectativas, deixamos de satisfaze-las naquilo que elas gostaríamos que fossemos. Noutras vezes ainda, por covardia, imaturidade, medo de dizer a verdade, adiamos confrontos necessários por medo de magoar e no fim magoamos dobrado aqueles que sentimos amar. Damos o passo errado e nos penitenciamos. Dos desencontros, avanços e tropeços resta muitas vezes a culpa que tão poucos de nós sabem administrar. A culpa tem gosto amargo, envenena e corroí. É péssima conselheira e tem o poder de algemar relações em laços de penitência e submissão. A culpa nos faz avançar pela metade, turva a visão, distorce a realidade e aprisiona aquilo que deveria ser livre para poder pulsar, a alma.
A culpa nasce da dificuldade que temos de assumir o erro como parte constituinte da vida, do processo de amadurecimento, do caminho que nos leva ao acerto e a experiência. Somos presunçosos ao querer acertar sempre, imaturos ao acreditar que podemos fazer sempre a coisa certa e sair ilesos da difícil jornada da vida, cegos ao negar a natureza humana tão falha, sombria, incompleta.
Muitas vezes a desculpas que imploramos tem mais origem na angustia que sentimos com a culpa do que com um desejo sincero de reparação da dor do outro. Pedimos desculpas para nos libertarmos da culpa. Fantasiamos que o pedido, num passe de magica irá reparar a dor primeira. Temos dificuldade de aceitar que nossos esforços não mudarão os fatos.
É impossível viver sem ferir. É impossível viver sem ferir-se. É difícil aceitar que algumas coisas serão irreparáveis por mais amor que tenhamos dentro da gente. Nos esforçamos para tecer bons caminhos e construir permanências, mas precisamos aceitar que a vida também é feita de rupturas, que ela avança e se reconstrói sobre escombros e que nada poderemos fazer sobre isso, a não ser continuar na certeza de que fizemos o melhor que podíamos, que buscamos reparar e amar da melhor forma que sabíamos, que nossos erros não invalidam nossos acertos e nem o amor que sentimos por aqueles que, involuntariamente feriamos. Resta-nos o desejo sincero de reparação, o pedido de desculpas honesto, o cuidado amoroso mesmo após a partida. Resta-nos respeitar quem feriamos, além disso, que é muito, nada mais podemos fazer. Teremos que carregar as marcas da nossa história, ela irá conosco aonde formos.
A aceitação dos nossos erros e das feridas que causamos sem querer nos faz menos pretensiosos e mais tolerantes com aqueles que um dia passaram pela nossa vida e sem intenção, também nos feriram.
Que as marcas virem experiências e sigamos fazendo nosso melhor, sempre.
Andréa Beheregaray.
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"A estrada da vida é pavimentada de perdas e por mais inteligente que sejamos, temos que perder. Até nos sonhos que nos damos ao direito de sonhar e nos nossos relacionamentos mais importantes, precisamos nos defrontar com o que jamais teremos nem seremos, pois por mais que amemos, somos totalmente incapazes de oferecer qualquer abrigo contra as marcas do tempo, contra a velhice, contra a dor, contra as perdas necessárias".
Judith Viorst
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"Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."
Manoel de Barros
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Um erro comum ao lidarmos com pessoas que consideramos 'fortes' é achar que porque são fortes dispensam determinados cuidados. Confundem força com falta de sensibilidade, capacidade de suportar com rudeza, resiliência com ausência de sofrimento.
Por que afinal acreditamos que pessoas 'fortes' aguentam, se recuperam mais rápido, se viram, seguem em frente, superam, dão a volta por cima. Para os fortes nos autorizamos a dizer as coisas 'sem rod......eios', 'sem meias-palavras', sem tato ou delicadeza. Para os fortes nos permitimos deixá-los para trás quando precisam de apoio, a soltarmos sua mão quando precisam de ajuda, a não poupá-las dos pesos e cargas da vida, porque afinal possuem ombros fortes.
Lidar assim com gente que consideramos 'fortes' nada mais é do que uma forma de nos desresponsabilizarmos com essas pessoas. De não assumirmos a parte que nos cabe na relação, de nos livramos rapidamente dos pesos lançando nos braços alheios. Cabe aos 'fortes' não permitirem isso.
Erro comum na educação das crianças essa dicotomia entre força/fragilidade. Poupamos os frágeis e sacrificamos os fortes, com isso reforçamos muitas vezes a mensagem de que pessoas mais frágeis são incapazes e as impedimos de tentar, já nos fortes reforçamos a ideia de solidão e desamparo, e os fortes desaprendem a pedir ajuda quando precisam.
E disso nasce um perigoso ciclo de crenças reforçadas e imagens cristalizadas. Os fortes, cada vez mais solitários e independentes aprendem a não contar com ninguém, se fecham, vendem uma ideia falsa de que força tem a ver com isso, confundem força com rigidez e o erro mais grave, confundem demonstração de sentimentos com fragilidade!
Não existe nada mais corajoso, nenhuma demonstração maior de força e grandeza do que a de alguém forte, que tem a coragem de demonstrar sua fragilidade. Não existe nada mais bonito também.
Isso sim é força, a coragem de baixar os escudos, se desfazer da armadura, de deixar falar as emoções, assumindo o risco da entrega. Força é ter a humildade de pedir ajuda porque só quem sabe pedir ajuda tem condições de ajudar com o coração. Força é seguir em frente carregando marcas e sonhos desfeitos e mesmo assim continuar. Força é antes de mais nada manter a sensibilidade diante da brutalidade da vida!
Porque ninguém é tão frágil que não posso se suportar suas dores sozinho, mas ninguém é tão forte assim que não precise de amor.
Andréa Beheregaray.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015
"Humano, vejo que estás chorando porque chegou meu momento de partir. Não chores por favor, quero te explicar algumas coisas.
Tu estás triste porque eu fui emb...ora, e eu estou feliz porque te conhecí.
Quantos como eu morrem diariamente sem ter conhecido alguém especial?
Os animais as vezes passam tanto tempo sozinhos a nossa própria sorte.
Só conhecemos o frio , a sede, o perigo, a fome. Temos que nos preocupar em como conseguiremos algo para comer e aonde passaremos a noite protegidos. Vemos muitos rostos todos os dias, que passam sem nos olhar, e as vezes é melhor que nem nos vejam, antes de se darem conta que estamos aqui e nos maltratem.
A vezes temos a enorme sorte que entre tantas pessoas passa um anjo e nos recolhe.
Às vezes, os anjos vêm e são organizados em grupos, às vezes há outros anjos longe e enviam muita ajuda para nós. E isso muda tudo. Se necessário nos levam a outro tipo de anjo que sabem muito, e nos dão remédios para nos curar.
Nos escolhem uma palavra que pronunciam cada vez que nos vêem. Um NOME. Eu acho que o que você diz, é que somos "especiais", deixamos de ser anônimo, para ser um de muitos, e um de vocês.
E conhecemos o que é um lar! Você não tem idéia de como isso é importante para nós? Nós já não temos que ter medo nunca mais, não temos mais fome, ou frio, ou dor, ou perigo.
Se você pudesse calcular o quão feliz que nos faz. Para nós qualquer casa é um palácio! Nós já não nos preocupamos se vai chover, se vai passar um carro muito rápido ou se alguém vai nos ferir. E, principalmente, não estamos sozinhos, porque nenhum animal gosta de solidão, o que mais se pode pedir?
Eu sei que te entristece a minha partida, mas eu tinha que ir agora.
Quero te pedir que não se culpe por nada; te ouvi soluçar que deveria ter feito algo mais por mim.
Não diga isso, fez muito por mim! Sem você não teria conhecido nada da beleza que carrego comigo hoje.
Você deve saber que nós, animais, vivemos o presente intensamente e somos muito sábios: desfrutamos de cada pequena coisa de cada dia, e esquecemos o passado ruim rapidamente. coisa a cada dia e esquecer o passado ruim rapidamente. Nossas vidas começam quando conhecemos o amor, o mesmo amor que você me deu, meu anjo sem asas e duas pernas.
Saiba que mesmo se você encontrar um animal que está gravemente ferido, e que só lhe resta apenas um pouquinho de tempo neste mundo, você presta um enorme serviço ao acompanhá-lo em sua transição final.
Como te disse antes, nenhum de nós gostamos de estar só, menos ainda quando percebemos que é hora de partir.
Talvez para você não seja tão importante, que um de vocês esteja ao nosso lado nos acariciando e segurando a nossa pata, nos ajuda a ir em paz.
Não chores mais por favor. Eu vou feliz. Tenho na lembrança o nome que você me deu, o calor da sua casa que neste tempo se tornou minha. Eu levo o som de sua voz falando para mim, mesmo não entendendo sempre o que me dizia.
Eu carrego em meu coração cada caricia que você me deu.
Tudo o que você fez foi muito valioso para mim e eu agradeço infinitamente, não sei como dizer a você, porque eu não falo sua língua, mas certamente em meus olhos pôde ver a minha gratidão.
Eu só vou pedir dois favores. Lave o rosto e começa a sorrir.
Lembre-se que bom que vivemos juntos estes momento, lembre-se das palhaçadas que fazia para te alegrar.
Reviva como eu todo o bem que compartilhamos neste tempo.
E não diga que não adotará outro animal porque você tem sofrido muito com a minha partida.Sem você eu não viveria as belezas que vivi.
Por favor, não faça isso! Há muitos como eu esperando por alguém como você.
Dê-lhes o que você me deu, por favor, eles precisam assim como eu precisei de ti.
Não guarde o amor que tens para dar, por medo de sofrer.
Siga o meu conselho, valorize o bem que compartilha com cada um de nós, reconhecendo que você é um anjo para nós os animais, e que sem pessoas como você a nossa vida seria mais difícil do que às vezes é.
Siga a sua nobre tarefa, que agora cabe a mim ser o seu anjo.
Eu vou estar acompanhando você no seu caminho e te ajudarei a ajudar os outros como eu.
Eu vou falar com outros animais que estão aqui comigo, vou lhes contar tudo o que você tem feito por mim e eu vou apontar e dizer com orgulho: "Essa é a minha família".
Minha primeira tarefa agora é ajudá-lo daqui para que não fique mais triste.
Hoje à noite, quando você olhar para o céu e ver uma estrela piscando quero que você saiba que sou piscando um olho, avisando a você que cheguei bem e dizendo-lhe "obrigado pelo amor que você me deu".
Eu me despeço agora não dizendo "adeus", mas "até logo".
Há um céu especial para pessoas como você, o mesmo céu para onde nós vamos e a vida nos recompensa tornando a nos encontrar lá.
Eu estarei te esperando!
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