terça-feira, 20 de outubro de 2015

Lá está um divino homem,
velho, novo, feiticeiro, guerreiro
curandeiro.
Andando vagarosamente...
contra corrente em multidão.

Ouve tudo,
vê tudo
e nada fala.

Não precisa
Ele se chama "Senhor da Terra"
Ele é o próprio chão.
No silêncio encontrou sua forma
de descompassar nossos enganos
nossos tormentos mundanos.

Este conhece o sofrimento
a dor, a felicidade e o amor.
E quando nossas cabeças
em gritos estão
todos os tique-taques se vão
Ele está ali, zangado
não gosta que gritem, que urrem
que se desesperem sem motivos em seu lar.

Este que viu de tudo e conhece os corações
sabe que escândalo nenhum
fará uma flor desabrochar
um fruto germinar
o nascer de um novo dia raiar,
os clamores do mundo realizar.

Pede silêncio
que observemos
Ele com calma passar
a vida doente se acalmar
e a cura, tão esperada
tão desejada,
sem pressa
sem espetáculos
sem alardes
chegar.
Atotô!

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