segunda-feira, 12 de agosto de 2013

VELHICE: OUTONO DA VIDA

“A velhice é o outono da vida; no último declínio, a vida está no inverno. Somente com o pronunciar esta palavra - velhice -, sente-se já o frio que sobe ao coração; a velhice, segundo o modo de ver comum dos homens, é a decrepitude, a ruína; ela recapitula todas as tristezas, todos os males, todas as dores da vida; é o prelúdio melancólico e aflitivo do último adeus.” (Léon Denis, O grande enigma, 5. ed., p. 163).

“A velhice é santa, pura quanto a primeira infância; por isso, aproxima-se de Deus e vê mais claro e mais longe nas profundezas do Infinito. Ela é, em realidade, um começo de desmaterialização. A insônia, característico ordinário dessa idade, disso oferece a prova material. A velhice assemelha-se à vigília prolongada, à vigília da eternidade, e o velho é uma espécie de sentinela avançada na extrema fronteira da vida; já tem um pé na terra prometida e vê a outra margem, a segunda vertente do destino. Daí, essas ausências estranhas, essas distrações prolongadas, que costumamos tomar por enfraquecimento mental e que são, em realidade, explorações momentâneas no Além, isto é, fenômenos de expatriação passageira. Eis o que nem sempre
se compreende.” (Léon Denis, O grande enigma, 5. ed., p. 164-165)


Fonte: Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza

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