Para
nós é isto: esquecer. Encontrar um caminho para que possamos despedir a
memória. O que colocaremos em nosso vazio? Substituiremos a ausência
pelo que viveremos no futuro. Iremos recompor o passado com o que ainda
não vivemos – amaremos ainda. Nos despedimos eternamente todos os dias.
Retomamos o cumprimento com a euforia infantil. Nos trapaceamos para não
nos acenar. Nós iremos partir, pelo meu, pelo teu, pelo nosso caminho?
Me esqueça. Te esqueço. Inutilmente tentamos. Nos guardaremos para
amanhã. Vivemos uma infância dentro do amor: fingiremos inocência.
— Cáh Morandi
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
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