Fiquei aqui contando quantas culpas eu carrego
comigo. Por mais que eu me doe inteira, me dói o que deixei de fazer,
de falar, ou até o que eu disse e não deveria ter dito. Mas já foi.
Simples assim. Sem máquina pra voltar no tempo e recomeçar.
Penso demais antes de cada passo. E deixo de sentir a beleza que é voar
sem medo do tombo. Perdi aquela coragem que eu tinha há alguns anos, de
satisfazer minhas vontades sem pensar tanto nas consequências. Agora eu
penso, repenso e me culpo quando o resultado não é o esperado. O
encontro cancelado por algum imprevisto, o 'não' que eu disse pro filho,
a gripe num final de semana com o namorado. A amiga que precisa de mim,
justo quando não posso ouvi-la. O 9 na prova de literatura. A dieta
interrompida por aquele milk shake maravilhoso. A meia rasgada, o
sorriso que eu não dei pra vizinha no elevador.
Acontece que quando
a gente percebe, a vida foi ontem, e não dá tempo de consertar os
erros, que só sabemos que são erros, depois de feitos.
Coloca aí na
conta do aprendizado, guarda como experiência, sem repeti-los. Mas deixa
a culpa fora dessa. Se joga nas belezas do imprevisto, e joga fora o
tal peso na consciência. Dizem por aí que a felicidade mora no descuido.
E os momentos bonitos podem ir embora, enquanto você para pra pensar, e
se culpar.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
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