Vivia
de conter-se,pobre alma; afligia-se por desprovida do mundo.Traços
de Maria,como destino das marias,benzia na fronte um repelir
ingênuo,quase santificado.Tinha na vida um bem :a mente.Uma única
estrada,a qual lhe trazia e a levava ao silêncio das respostas: era por
dentro,onde ela mais andava.E nessas voltas,quase sem voltas,definhava
em teu rosto a imagem que lhe dera,e como máscara,deixava-se
cair.Desnudava as vestes de linho,amarelada e sem vida,e
punha sutilmente um olhar,parado,fatalmente destinado,como a gota de
lavanda,que (profana),pingara na nuca.Era Maria que vivia calada, nas
manhãs e nas tardes; que tecia as lástimas e engomava o pouco de
sorte,resignando-as pois, a um fim bem breve.Maria,criava noites que não
tinha,e vestida de baile,era tão forte quanto ao batom escarlate.Na
meia seda cor da pele,a sobre-pele da menina de chita.Tão fraca e tão
viva,tinha cor,agora não mais a de Maria.E era bonita nesses dias...
¬ Patty Vicensotti ¬
sábado, 27 de abril de 2013
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