Prefiro os amores afetuosos.
Desses que faltam o ar, que acumulam, que seguram com as duas mãos, para nada faltar.
Porque para me sentir povoada de alguém, preciso do encantamento.
E se não quiseres me alcançar com todo o tato, assim, me segurando firme, como se fosse só o que restasse, prefiro então, permanecer faminta.
Se for me tocar, toque-me, mas faça como quem manuseia as contas de um japamala, com suas mãos em devoção, percorrendo-me quantas vezes desejar, fazendo da minha pele o rosário por onde deslizam teus arrojos.
Se for me tocar, toque-me, mas faça como quem manuseia as contas de um japamala, com suas mãos em devoção, percorrendo-me quantas vezes desejar, fazendo da minha pele o rosário por onde deslizam teus arrojos.
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Porque sou mulher, e me ganhar é muito mais fácil do que imagina.
Sinto-me absolutamente rendida diante de um carinho bom.
solange maia



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