No fundo o que eu desejo é tão simples, é ter coragem pra me dar.
Acho até que nem preciso das emblemáticas pétalas na cama, dos
fogos de artifício, ou dos vinhos caros.
Preciso é da leveza profana de um lugar comum. Bem comum.
E de envolvimento.
Porque sei que sei me dar, mas anda tão difícil...
Ando tão desconfiada, tão arredia...
É que não me passam despercebidas certas sutilezas :
gosto da inteligência... não da esperteza,
aceito os enganos, não a falsidade,
entendo quem está longe, não quem está distante.
No fundo o que eu desejo é tão simples,
mas a simplicidade (que exige tanto), por si só,
já é bem complicada !
solange maia.



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