De vez em quando, eu encontro pelo caminho um
desafio mal resolvido no passado. Vestido de outro jeito, outro cenário,
outro fundo musical, geralmente, mas a essência é a mesma, eu o
reconheço pelo cheiro. Frente a frente, de novo, a pergunta que me faz é
clara e objetiva: eu saberei fazer diferente desta vez? A resposta
depende apenas do quanto, de verdade, eu consegui aprender na vez
anterior.
Se as experiências
difíceis não nos sensibilizam o suficiente para extrairmos algum
aprendizado delas, podem virar apenas dor acumulada, raiva que não
escoa, medo que paralisa, onda amarrada. Quando um antigo desafio
reaparece é a chance para percebermos o quanto já avançamos desde o
nosso último encontro ou o quanto, sem notar, ainda não saímos do lugar
onde já nos prendemos com ele.
Se não saímos, é bem capaz de
repetirmos a resposta, com todas as suas consequências, até a próxima
oportunidade de pergunta. Porque o tal desafio volta, costuma voltar,
várias vezes, até conseguirmos liberar um ao outro.
Ana Jácomo
segunda-feira, 25 de março de 2013
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