domingo, 28 de junho de 2015

REGRESSO
"Saí da minha aldeia com a esperança de ver uma luz que ali tinha desaparecido, a luz da esperança numa vida melhor... saí sem olhar para trás para não... tremer de tanto sofrer. Caminhei em direção ao desconhecido, ao mundo que nunca tinha visto, para o meio da multidão. Trabalhei intensamente para diversas empresas, sempre a contar os tostões. Caminhei com o coração cheio de esperança num futuro melhor, caminhei sempre com a esperança de voltar. Estive longe e agora que me aproximo novamente da minha aldeia, as lágrimas caem-me pelo rosto, o coração bate mais forte, as minhas pernas tremem. Sei que vou encontrar o meu lar com menos vida, mas sei que a vida que ali um dia existiu continua perpetuada pelas ruas silenciosas, sinto que os corpos poderão ter partido mas as almas continuam por ali eternamente."
Foto: Rui Pires
Texto: Paulo Costa

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