sábado, 30 de agosto de 2014

Enquanto ele não vinha, o amor hibernava. Esperava, fazia inverno na alma e a qualquer momento flutuaria no correr das águas do recomeço. Enquanto a saudade caía, virava infinito. Que o Sol finda a espera, já se sabe. Mas ela queria o paralisar dos cílios de quem eterniza estações de risos no coração. Queria o pingar dos sonhos atravessando os lábios. Coisa terna que faz milagre dentro da gente. “Congela alegrias e acumula vontades” – derretia.

Priscila Rôde

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