Não era amor. Era um adorar diário.
Não era amor, era uma vontade de recomeçar uma nova história todos os dias.
Não era amor, era um bem-querer recém-nascido.
Não era amor, era como se eu tivesse retornado de um lugar que eu nunca fui embora.
Não era amor, era um gostar mais que todos já visto até hoje.
Não era amor, era agridoce.
Não era amor, era vontade de ficar perto, sendo silêncio, barulho, não importava, bastava ser alguma coisa.
Não era amor, mas eu me aconchegava no teu braço, e o barulho do mundo lá fora não me atormentava.
Não era amor, era lucidez, caminhar leve e músicas que falavam por nós.
Não era amor, era afeto macio, cheiro, presença.
Não era amor, era o reconhecimento imediato daquela outra alma que falava a mesma língua que a minha.
Não era amor, era invasão, urgência e delicadezas que se exibiam a todo instante.
Não era amor, era vinho, verso e violão.
Não era amor, era sensibilidade aflorada.
Não era amor, eram sorrisos, zelo, soma.
Não era amor. Era melhor.
Bibiana Benites
sábado, 4 de janeiro de 2014
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