A minha intensidade não é uma escolha, não é qualidade nem defeito, é
uma característica. A minha intensidade não pode ser detida, mas
canalizada. Eu posso amar com a profundeza do absurdo sem sufocar o
Outro. Eu posso rejeitar com todo o meu ser sem ferir. Eu posso estar
totalmente junto sem tentar controlar, me apropriar, invadir. Eu posso
exercer a minha intensidade de maneira assertiva quando identifico que
ela é apenas minha maneira de sentir. Ela pode assustar, ela pode
atrair, mas tenho o cuidado de me deixar esparramar e ser penetrada com
delicadeza. Pois a minha intensidade pode ter ardência com leveza. Eu
não preciso negligenciá-la se ela respeita espaços que não são meus. Eu
não preciso tentar abafa-la se a uso para criar Belezas ou entrar em
contato com o que quer que seja. A minha intensidade quando é um
problema meu, vira solução. Então assumo as consequências de cada
pulsação intensa do meu coração.
-Marla de Queiroz
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
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