Tenho olhos que flertam com horizontes distantes, com os infinitos do
céu, do mar, de outro olhar. Com todas as cores, todas as nuances. Olhos
que demonstram-se insaciáveis, que buscam outros olhos questionadores.
Olhos que reconhecem e por reconhecerem, salvam... Olhos tímidos,
verdade, mas que enxergam além das muralhas humanas, além dos
estereótipos, além das convenções. E nesse enxergar sem fronteiras por
vezes vê fome. De afeto, de afago, de sentimentos maiores, fome de
olhar. Olhos que as vezes vê homens e outras escombros.
Tenho olhos
que te secam, que te interrogam, que te dizem sobre mim mas que
geralmente guardam segredos substanciais da existência, da minha
essência. Olhos que dizem: "Decifra-me mas não conclua, eu posso te
surpreender"
Natan Gaia
domingo, 8 de dezembro de 2013
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