Sou de vinte segundos de modernidade e uma eternidade dos velhos tempos.
Eu sou porque eu sei que o mundo era melhor no tempo em que eu usava
franjas, pulava o muro, brincava com as coisas da vida e tinha medo de
lobisomem. Sou do afeto que me destinei. Do meu cotidiano. Sou do dia
atarefado. Da noite escura. Do infinito do mar.
Sou da ilusão. Das confusas idas e vindas. Da insistência pela história.
Sou de acreditar. De me perder nos romances. De entregas e depois
arrependimentos. Sou da saudade dolorida. Das esperas angustiantes.
Sou da minha vasta imaginação. Da sobrevivência. Das tristezas
ocasionais. Das perguntas sem respostas. Das respostas sem perguntas.
Sou dos planos sem motivos. Sou de tudo e às vezes do nada. Da fuga por
medo. Da razão por obrigação. Da reza por devoção. Da fé por oração. Sou
do que valeu a pena. De momentos eternos. Das lembranças. Sou sem
vergonha de ser.
Eu sou porque sei lá, Deus decidiu que eu fosse assim.
Ita Portugal
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
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