domingo, 22 de dezembro de 2013

Iguarias

Desejo-te arvores frondosas para trazer sombras nos dias fatigados do calor dos desejos não permitidos.
Flores na primavera para que movimente o teu jardim e te reconcilie com a natureza. Felicidade pontual, mesmo com o seu relógio atrasado.
Desejo-te motivos desimportantes para sorrir, porque dos sérios a gente assume compromisso e nunca fica à vontade. Saudade o suficiente para guardar na lembrança os bons momentos e nunca a névoa da tristeza peço que se foi.
Desejo-te presença constante de detalhes para que observe o bonito na simplicidade. Fórmulas práticas de bom humor, mesmo que elas fiquem na prateleira para serem sacadas em momentos oportunos.
Desejo-te ventos de liberdade para fazeres escolhas e não importa se elas forem feitas no calor da emoção. Importa que sejam as suas escolhas certas, erradas, teimosas, insistentes, e que no final tenha compensado o aprendizado de ter escolhido e a oportunidade de desfazer do que não lhe trouxe vida. Que não imite modelos prontos, receitas infalíveis, mas que decida pelo cabelo roxo e que te faz autêntico ou que fique careca por pura birra com a massificação que insiste em fazer de nós canalhas em série , sem gosto, sem vontade, sem prazer.
Desejo-te a não conformidade pela falta de asas e que com isso, permita o seu pensamento voar mais longe que puder. Que o nunca mais, seja improvável e por isso não se materialize para que as expectativas dos reencontros sejam absurdamente verdadeiras.
Desejo-te que os dias sejam longos, para que tenha a certeza de que haverá tempo para viver todos os minutos, desde os bons até os entediosos, ate que eles sangrem, firam e cumpram seus objetivos e não retornem mais.
Desejo-te a consciência na mente para compreender a importância de todos os elementos que traduzem a vida: a terra para sustentar teus pés,o ar para te dar fôlego, o fogo para queimar os exageros e a água para lavar a alma. Que reverencie a vida, seja ela das formas mais diversas e que assim traga um reconfortante entendimento de todos os outros que te rodeiam.
Desejo-te vírgulas, pontos, reticências, parágrafos, pausas e interrogações para te curar das indecisões e trazer sentido as questões mais impróprias. Que investigue a beleza invisível dos bons atos dela faça uso rotineiro, até exagerado.
Desejo-te que implore para que a natureza continue generosa e aceite continuar deixando os pássaros cantarem à sua janela uma melodia simples, decifrável que anuncia boas energias.
Desejo-te que nunca tire o teu time dos campos floridos da poesia, pois assim continuará a lutar pelo encanto das letras escritas na alma. E que sendo genuína, a poesia desfaça a teimosa indecência do desamor. E que os surtos que tenham, sejam de amor.
Feliz amanhã e depois, e depois. Feliz sempre nos próximos dias possíveis e desejáveis.
Ita Portugal

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