domingo, 17 de novembro de 2013


Vou ficar nas palavras não ditas, nos rasgos de sedas não feitos, nas curvas das esquinas não dobradas, naquela folha em branco, que esteve em suas mãos e nunca mereceu o punho...
Naquele tédio tamanho que era o porto que me segurava e eu, deixei por um deslize da mente, uma insanidade do coração, um grito que pulsava na garganta seca e fazia outono naquela estação...


Simone Resende

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