segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige, nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por aquelas que mergulha no infinito, e por estas, suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona,aquilo que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente...

Carlos Drummond de Andrade

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