O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de
presença. Nada exige, nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a
sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de
beleza. Por aquelas que mergulha no infinito,
e por estas, suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo
desmorona,aquilo que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém,
nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente...
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
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