“Então ela chorou. Todos compreenderam seu
choro, e não perguntaram nada, nem tentaram consolá-la. Os traços de seu
rosto pareciam desfazer-se com as lágrimas. Mas os ombros não tremiam, e
não havia nenhuma contração em sua boca, nenhum som em sua garganta.
Sem revolta, ela aceitava. E chorava pela perdição de aceitar o que não
pode ser modificado.”
— Caio Fernando Abreu.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
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