“Quando era pequena ia ao dentista e ele dizia
“se estiver doendo, avise”, mas eu sofria quietinha. Virou costume, se
for pra sofrer, eu sofro sozinha. Odeio incomodar, não há sensação que
mais perturbe que me sentir sendo um peso. Prefiro sofrer
em silêncio, descabelada, de olhos inchados, nariz vermelho, de pés
descalços, no refúgio do meu quarto. A dor tem que ser sentida, então
que seja apenas por mim.”
— A menina e o violão.
sábado, 14 de setembro de 2013
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