A menina sentada sozinha, no banco daquela ruela torta, transborda
numa tristeza delicada, feminina, solitária. Ela não entende porque os
adultos desaprendem o amor, porque permanecem em histórias que não
acreditam mais, e inventam distâncias que não existem, nem porque têm
medo de revelar o querer, de repetir o revelado, de guardar o repetido.
Há também o sentimento de que suas alegrias andam muito pensadas, e talvez por isso pareçam sempre tão menores. Ela sente um frio, mas continua ali, sem querer se levantar, sem ânimo para ver do que a vida é mesmo feita. Porque têm coisas que parece que só ela acredita...
Porque o amor deveria ser urgente, as pessoas deveriam ignorar os medos intangíveis, e saber viver os instantes.
A menina ainda acredita no amor.
Mas, como saber o que é certo ?
solange maia.



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