Não
sei bem certo quando amadureci demais para o amor. Me separei do poema,
como águas de cores diferentes. Nos repartimos para nos multiplicar.
Deixei o carinho nas palavras, levei a dureza para os dias. Uso a razão
para não mais me ferir. Endureci não por falta de amar, mas por excesso.
Nunca medi o tamanho do beijo, antes da paixão eu já cedia na entrega.
Não mais, por agora. Uma serenidade me convidou
ao descanso. Somente espero sem subornar a expectativa. Nem sempre a
espera tem recompensa. Ela apenas favorece o tempo. E o tempo, traz
cura. Hoje quero apenas companhia, uma mão pousada sobre a minha até o
próximo domingo. Uma vida sem crer no amor é tão cruel como a morte. Por
enquanto, adormeço.
— Cáh Morandi
segunda-feira, 15 de julho de 2013
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