E agora ele é só um número. Uma tentativa de
recomeço que não deu certo. Um texto rabiscado no meio do tédio. Talvez
um aprendizado do que espero não mais viver.
Cartas rasgadas, e-mails deletados, poemas que perderam o sentido. Fotos que nem sei onde guardei.
Quem diria que a poesia te traria pra mim, e logo depois me salvaria da
dor de não te ter mais aqui. E aí passou. E levou junto minha vontade
de me doar inteira, meu desejo de voar sem medo da queda. E eu aqui,
escrevendo de novo sobre o que não somos mais. Mas agora são só
palavras, não tem sentimento, nem saudade, nem querer, e nem
ressentimentos. É só uma constatação de que quase nada dói pra sempre.
Aprende, menina, aprende.
Quem diria: alguém que me parecia essencial, hoje não tem mais espaço na minha vida.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
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