quarta-feira, 24 de abril de 2013

ABSTRACÇÃO
Por vezes, quando estou longe, sinto que perco parte do que tenho, do que sou, de mim. Fecho os olhos e imagino o cheiro das tuas ruas, o sabor das tuas entranhas, a serenidade do teu silêncio. Por vezes quando estou longe sinto que o meu amor por ti aumenta, não porque não consiga estar longe de ti mas porque, simplesmente, não conseguiria viver fora de ti. Não és apenas a minha aldeia, és vida que me corre na veia da alma, és o que sou e sinto que sou o que és. Parece complexo, mas quem vive no lugar onde nasceu sabe que por mais que conheça não viverá nunca o que ali viveu.

0 comentários:

 
Caminhos © 2007 *Feito por Templates para Você*