NÓS MULHERES
Dizem que, a uma certa idade,
nós as mulheres nos fazemos invisíveis.
Que nossa atuação na cena da vida diminui
e que nos tornamos inexistentes para um
mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.
Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, mas pode ser. Porém
nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti
tão protagonista da minha vida, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência.
Descobri que não sou uma princesa de contos de fada;
descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e suas grandezas.
Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita,
de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer
coisas indevidas e de não corresponder às expectativas dos outros.
E a pesar disso…
Gostar de mim
Quando me olho no espelho e procuro quem fui… sorrio àquela que sou… Me
alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo
saudar a jovem que fui com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me
atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom
viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desassossego
permanente causado por correr atrás de tantos sonhos.
“A vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil
que quando começamos
a aprendê-la, já é hora de partir "
domingo, 10 de fevereiro de 2013
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