sexta-feira, 2 de março de 2012

A tua solidão é tão vasta quanto a minha. Confessa.
Tuas noites são povoadas por saudades. E memórias.
Tu também olhas pela janela nas altas madrugadas desejando um amor. Em segredo.
Tu também te perdes, caminhos errados, pessoas
estranhas – o santo não bate, lembra?
Ninguém desconfia das tuas angústias. Nem mesmo eu.
E então, com meia dúzia de palavras bonitas, mas difíceis, tu te desnudas. Sem querer?
Não te imagino intencional. És um aviãozinho de papel a vagar pelos ventos sem rumo.
Engana-te se achas qu
A tua solidão é tão vasta quanto a minha. Confessa.
Tuas noites são povoadas por saudades. E memórias.
Tu também olhas pela janela nas altas madrugadas desejando um amor. Em segredo.
Tu também te perdes, caminhos errados, pessoas
estranhas – o santo não bate, lembra?
Ninguém desconfia das tuas angústias. Nem mesmo eu.
E então, com meia dúzia de palavras bonitas, mas difíceis, tu te desnudas. Sem querer?
Não te imagino intencional. És um aviãozinho de papel a vagar pelos ventos sem rumo.
Engana-te se achas que é possível ser terrivelmente feliz nestes esconderijos.
Abre-te para os encantos. É lá que moram os olhares encontrados,
a pele arrepiada,o pé que encosta no outro sem aviso. As mãos dadas. 
Tu me encantas.Longe, perto, sem saber –



até hoje.
e é possível ser terrivelmente feliz nestes esconderijos.
Abre-te para os encantos. É lá que moram os olhares encontrados,
a pele arrepiada,o pé que encosta no outro sem aviso. As mãos dadas. 
Tu me encantas.Longe, perto, sem saber –



até hoje.

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