domingo, 29 de janeiro de 2012

como quando eu era menina.

Ele é um homem. Maduro.
Sou uma mulher. Madura também.

Já temos filhos, histórias, experiências.
A vida e o corpo marcados pelos caminhos percorridos.

Mas diante do susto do bem querer somos tão vulneráveis...
somos exatamente como éramos quando meninos...

O amor não contém o trêmulo da voz. Tem os olhos envergonhados, a insegurança dos bons, a sede de quem vai beijar pela primeira vez na vida...

E nem todos esses anos são capazes de mudar isso.
Amar é estar criança.
( solange maia )

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