Há em mim agulhas afiadas que estouram qualquer promessa, principalmente as que vêm dos olhos aparentemente mais profundos e verdadeiros e das bocas mais, supostamente, sinceras.Há pedaços de vidro quebrado e arame farpado por toda a minha superfície, evitando que hajam mais trilhas, que levam à lugar nenhum, grudadas à ela. Há uma imensidade de sentimentos aprazíveis colados aos restos pingados de um líquido salgado, esquecido no canto esquerdo do peito.E lá,bem lá, na caixinha culpada pelas burrices que dizemos e fazemos, por nossas caras de bobos e por nossa maneira comovente de depender dos outros, há uma placa escrita sobre o metal dizendo: " Se não fores capaz de sentir, por favor, não ultrapasses o limite."
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